sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Lobo da Árvore da Noite

O Lobo da Árvore na Noite

Quando as trevas sinistras na floresta
Têm da Lua, o clarão, a amenizá-las
Da tua árvore desces, resvalas...
Sai à caça pela mata funesta.

Com teu forte rosnado tu me calas
E me avisas da morte que me resta...
Transforma meu corpo na tua festa!
Dilacera-me com pompas e galas!

Prova do meu sabor na tua língua!
Rasga-me a carne, bebe do meu sangue!
Leva minha vida (agora tua)...

A fome e o desejo, então à míngua...
Da luta, restarão seres exangues,
Exaustos, a uivarem para a Lua.

Ao lobo que vaga, sozinho, cuja presa, mesmo tão distante, já se encontra encurralada.

Valença, 23.01.2007
Gustavo Carneiro de Oliveira

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