sábado, 24 de abril de 2010

Distância (Ou Soneto a Um Enfermo)

Distância (Ou Soneto a Um Enfermo)

Se pudesse estar agora ao teu lado
Diria a ti que não te preocupasses
Com um ligeiro ósculo em tua face,
Mostrar-te-ia o quanto és amado.

Oxalá agora eu pudesse embalar-te
E, contigo nos meus braços, te diria:
"Cerra os olhos! Foge da noite tão fria!"
Ah! Se eu pudesse... Se eu pudesse, destarte...

Entretanto, te guarda o maldito Dragão
Em cujo fogo não temo perecer
'Inda que a peleja destrua minha espada

Valeria a barganha se a mim fosse dada
A chance derradeira para te ter
E em meu último instante, segurar tua mão.

Gustavo Carneiro de Oliveira.
Rio, 15.05.2008

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